quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"[...] No fim de contas, tudo vem a dar na comezinha conclusão de que o escritor não pode esquecer-se de que é, primeiro, homem e só depois escritor, de que este não deve substituir aquele, e de que é fundamental dever do homem ser fiel a si próprio, à sua verdade profunda, qualquer que ela seja, e exprimir-se de acordo com ela, sinceramente e totalmente. A utilidade do escritor está aí, essa é a sua razão de existência. A literatura não é uma carreira."


José Saramago
prefácio a Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola, Guy de Maupassant (Relógio d'Água).

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